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31/10/2017

David Gilmour canta “A Boat Lies Waiting” em programa da BBC, confira


David Gilmour - Interview and A Boat Lies Waiting (Live at BBC's Front Row)

David Gilmour publicou nesta terça-feira (31) o vídeo de sua apresentação em programa na BBC. Abaixo a tradução da letra: 


A Boat Lies Waiting
Um Barco Encontra-se Aguardando

Algo que eu nunca soube
Em silêncio eu ouviria você
E um barco encontra-se aguardando
Ainda assim suas nuvens estão flamejantes
Esse sentimento fácil dos velhos tempos

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou deslizando através, sem você
Nesta triste barcarola

O que eu perdi foi um oceano
Agora eu estou seguindo bem atrás de você
Nesta triste barcarola

Isto te balança como um berço
Isto te atinge para o centro
Você vai dormir como um bebê
Enquanto bate às portas da morte

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Something I never knew
In silence I'd hear you
And a boat lies waiting
Still your clouds all flaming
That old time easy feeling

What I lost was an ocean
Now I'm drifting through without you
In this sad barcarolle

What I lost was an ocean
And I'm rolling right behind you
In this sad barcarolle

It rocks you like a cradle
It rocks you to the core
You'll sleep like a baby
As it knocks at Death's door

29/10/2017

Roger Waters deve trazer turnê "US + THEM" para o Brasil em 2018



Atualmente Roger Waters está promovendo a turnê do seu último disco "Is This The Life We Really Want?" nos EUA e Canadá até o final desse ano e já tem shows agendados para 2018 na Austrália, Nova Zelândia e mais 23 países europeus. E tudo indica o Brasil na agenda do músico.

Segundo site Metrópoles, os empresários de Waters teriam feito uma pré-reserva do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, para datas entre os dias 6 e 21 de outubro de 2018. Também fontes ligadas ao iBahia, indicam negociação entre os agentes do artista com a direção da Arena Fonte Nova.

A Secretaria de Turismo do Distrito Federal confirmou a reserva das datas e informou que na próxima semana está agendada uma reunião com os empresários nacionais responsáveis pela turnê de Roger Waters: “Shows desse porte exigem uma complexidade maior nas negociações. Felizmente, conseguimos, ao longo deste ano, programar esses eventos", comentou o secretário Jaime Recena ao site Metrópoles.

Procurado pelo iBahia, o diretor comercial da Arena Fonte Nova, Alexandre Gonzaga, confirmou que há negociação com dois grandes artistas internacionais. "Ainda está em andamento. Não temos nada fechado", afirmou. Alexandre explicou que anunciaria em breve.


Caso confirmado, os shows deverão acontecer no segundo semestre, quando Roger deve desembarcar com a turnê do disco 'Is This The Life We Really Want' no Brasil.  

Além das músicas do novo disco, Roger traz no repertório, claro, clássicos que marcaram sua carreira à frente do Pink Floyd, entre eles sucessos dos discos 'The Dark Side Of The Moon', 'The Wall', 'Animals' e 'Wish You Were Here'.




27/10/2017

David Gilmour libera trecho de "Shine On You Crazy Diamond" do Live At Pompeii





Por
Letícia Lima

Em 1971, Pink Floyd fazia uma apresentação na Arena de Pompéia, na Itália, quebrando um silêncio de mais de dois mil anos, persistente desde a época dos gladiadores e das lutas sangrentas. O show, intitulado Live at Pompeii, foi lançado em 1972 e teve direção de Adrian Maben. Até hoje, esse concerto dos considerados precursores do rock progressivo é um dos mais aclamados pela crítica e fãs do mundo inteiro.

Foi sob essa perspectiva que David Gilmour, ex-vocalista e guitarrista da Pink Floyd, entoou sua voz no mesmo local histórico em que se apresentara décadas antes, não somente para apresentar seu álbum solo, Rattle That Lock, como também para relembrar grandes canções da Pink Floyd como Wish You Were Here, Time e Shine On You Crazy Diamond. Em julho de 2016, o músico fez dois shows na Arena de Pompéia, desta vez, perante um público de 2.600 pessoas em cada dia de concerto. As apresentações deram origem a David Gilmour: Live at Pompeii, filme-concerto dirigido por Gavin Elder (Duran Duran: Live 2011: A Diamond in the Mind).

O começo de David Gilmour: Live at Pompeii traz um panorama geral das preparações para o show, contando com cenas de ensaios e entrevista com Gilmour. É interessante como uma apresentação de tamanha grandiosidade, com um dos maiores músicos de todos os tempos, possui uma atmosfera descontraída, porém intimista e emocionante. Desde os ensaios é possível perceber a cumplicidade entre todos os participantes da banda, o que torna tudo mais belo ainda. Isso é confirmado pelo próprio David, que em dado momento conta que não se preocupa com a performance ser idêntica à versão de estúdio, desde que haja interação entre os integrantes e que eles sejam livres para incrementar a apresentação.

Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos pontos fortes do show: parece que todos têm um momento para brilhar – e que momentos!. Os backing vocals, por exemplo, fazem mais do que um suporte para a voz de Gilmour. Eles criam uma atmosfera musical impecável, com uma sonoridade perfeita. Essa descentralização dos holofotes faz com que o concerto seja recheado, cada vez mais interessante, impossível de provocar qualquer indício de tédio.

Em questões de ambientação, o palco foi adornado com um telão no qual alguns vídeos e animações foram exibidos, combinando com as canções performadas e completando-as. Até os míseros detalhes foram cruciais para a excelência do show: as luzes passeando pela arquibancada (que não foi ocupada por questões de preservação do patrimônio histórico), os fogos de artifício no momento certo etc.

Por fim, é necessário destacar a participação do jovem saxofonista brasileiro, João Mello, de apenas 21 anos, que certamente ainda há de trazer muito orgulho para a nação através de seu talento. Além disso, importante comentar a fotografia de Nick Wheeler, que sem dúvidas conseguiu transmitir toda a emoção do concerto e até mais, dando destaque para a figura Gilmour – idosa, mas repleta de energia e borbulhando com talento e experiência.

Não há muito a dizer sobre David Gilmour: Live at Pompeii além de que vale muito a pena assisti-lo na tela gigante. A experiência é, com certeza, transcendental, algo que vai bem além das suas percepções auditivas. Ao escutar Comfortably Numb o pensamento é instantâneo: "definitivamente estou no lugar certo". É um show pra ser sentido, vivido e, sobretudo, lembrado.

Sobre João Mello: 


"Quando recebi o convite foi difícil de acreditar." João de Macedo Mello


Da esquina para a banda

Para entender como o jovem músico nascido em Curitiba, em 1995, e toca oito instrumentos, entrou para a banda do guitarrista do Pink Floyd é preciso voltar a 2013.

No começo daquele ano, João com 16 anos fazia parte de três bandas em Curitiba como a Rocksteady City Firm e só queria tocar e se divertir. Musico nato, João é filho do músico e compositor Chico Mello (que hoje vive na Alemanha) e da atriz Christiane de Macedo e toca piano desde os quatro anos.

“Meu pai sempre me incentivou a aprender música. Quando eu enjoava de um instrumento eu migrava para outro. Ele dizia: “todo bem, desde que continue estudando”. Serei grato a ele eternamente”, reconhece João.

Fez aulas de piano com Edith de Camargo, de bateria com Walmir Pêgas e de sax com Helinho Brandão. No começo de 2013, sua mãe o convocou para ir “morar com ela em Londres, ou pelo menos passar uns seis meses”.

João acabou indo a contragosto. “Tinha 16 anos, não queria deixar Curitiba, nem parar de tocar com os meus amigos. Os primeiros seis meses foram difíceis”, lembra.

Até que num dia em que tocava numa esquina no leste de Londres, conheceu o baixista Fred da banda Razorlight. Os dois começaram a tocar junto e logo surgiu o convite para tocar com a banda e também no projeto paralelo do vocalista Johnny Borell.

“Me juntei a banda e fomos para a França para gravar as demos do disco e tocar. Ele me ofereceu um contrato. Nessa época eu estava decidindo entre entrar numa escola de música ou tocar profissionalmente e não pude deixar a oportunidade passar”, conta.

No primeiro ano em que ficou no Razorlight, João conheceu David Gilmour. “A filha do David namora o guitarrista da banda. Ele sempre foi bem legal, mas nunca imaginei que estava ao meu alcance tocar com ele”, conta.

Roxy e Floyd

Nesta época, outro nome fundamental do rock, o guitarrista Phil Manzanera estava procurando tecladista e saxofonista para sua banda solo. Os colegas do Razorlight, amigos de Manzanera, indicaram João, “que poderia fazer as duas coisas pelo preço de um”.

Phil se encantou com João e ele passou a tocar regularmente na banda do ex-Roxy Music. Então foi a vez de Gilmour procurar um saxofonista para a banda que estava formando para sua turnê 2015/2016 já que o saxofonista Dick Parry está com problemas de saúde.

Desta vez foi Phil Manzanera que fez a ponte e indicou o jovem músico de sua banda. “ele ligou para ele [David Gilmour] e ficou falando coisas boas a meu respeito. Dois dias depois o empresário do David me ligou e fez o convite”, conta.


"Nunca imaginei que estava ao meu alcance tocar com ele."
João de Macedo Mello


“Não sei te dizer porque eles me escolheram, talvez pela minha idade, não saberia te explicar”, diz com modéstia genuína.

O fato é que João, que quando era adolescente “pirava” ouvindo os discos do Floyd em seu quarto, aceitou o chamado e se juntou a banda para os primeiros ensaios. Por conta de sua agenda com o Razorlight, ele vai tocar na parte da perna final da turnê europeia e de toda a perna na América Latina.

Apesar de não esconder a alegria, João mostra maturidade ao dizer que o bom momento exige dedicação ainda maior a carreira. “Sempre soube que a música era o meu caminho. Nos últimos dois anos tem me acontecido coisas muito boas, mas eu sei que outras também irão aparecer se eu seguir tocando, estudando e me dedicando”, afirma.

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David Gilmour


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